MENSAGENS
Em Abril de 2024, a 60a Exposição Internacional de Arte – La Biennale di Venezia abriu as portas em Veneza, Itália. Acima de Zobeida, uma instalação imersiva de grande escala da autoria de Wong Weng Cheong, artista de Macau, integrou a Bienal com curadoria de Chang Chan, uma curadora emergente também de Macau. A exposição, representando Macau, China, permitiu ao público internacional ver e apreciar a cultura e arte contemporâneas locais, cumprindo a missão de lhe atrair maior atenção e reconhecimento.
Acima de Zobeida foi organizada pelo Museu de Arte de Macau (MAM) do Instituto Cultural do Governo da RAEM, tendo sido seleccionada de entre diversas e notáveis propostas expositivas através de um concurso aberto a todos os artistas. Este trabalho inspira-se no livro As Cidades Invisíveis, do escritor italiano Italo Calvino, centrando-se no tema das cidades ficcionais e herbívoros mutantes para explorar a subtil relação entre civilização e natureza e suscitar profundas reflexões sobre o futuro da humanidade. A curadora Chang Chan e o artista Wong Weng Cheong criaram uma instalação estática com imagens digitais e câmaras apontadas ao público, gerando um espaço de grande riqueza imagética e conceptual que resulta numa notável e nova linguagem visual na qual ressoa o tema da Bienal, “Estrangeiros por Toda a Parte”, assim como uma abordagem alargada a problemas globais.
Estes dois jovens de Macau libertam-se das narrativas locais, acentuando indirectamente a essência única de Macau, onde ao longo dos séculos se desenvolveu a coexistência de diferentes povos gerando uma paisagem cultural inclusiva. A sua ousadia na absorção de diversas influências civilizacionais e exploração de abordagens inovadoras reflecte a vitalidade do desenvolvimento artístico de Macau. O MAM decidiu, assim, trazer Acima de Zobeida a Macau para permitir ao público experienciar o alcance e profundidade desta “Exposição de Macau, China, Evento Colateral da 60.a Exposição Internacional – La Biennale di Venezia” e apreciar as criações contemporâneas dos extraordinários jovens artistas de Macau, contribuindo para o desenvolvimento da Arte em Macau.
O Instituto Cultural do Governo da RAEM continuará a apoiar os artistas locais e suas actividades criativas. Gerando oportunidades para “abrir uma importante janela de intercâmbio entre as civilizações chinesa e estrangeiras”, o seu objectivo é apresentar e mostrar as mais brilhantes obras de arte chinesas e estrangeiras, alargando, assim, os horizontes dos artistas locais. Para além disso, ao estabelecer plataformas de intercâmbio e promover obras de Macau além-fronteiras, queremos incrementar o reconhecimento e reputação da arte do território, permitindo que a luz da “Macau Cultural” brilhe com cada vez mais intensidade e fulgor.
Faço os melhores votos de sucesso a esta exposição!
Deland, Leong Wai Man
Presidente do instituto Cultural do Governo da Região Administrativa Especial de Macau