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Mensagem
As pinturas de exportação têm um papel fundamental na colecção do Museu de Arte de Macau (MAM). O género surgiu em meados do século XVIII e floresceu no século XIX, abrangendo diversos meios: pintura a óleo, aguarela, guache, pintura em papel de caroço e pinturas invertidas sobre vidro. Em 2022, o Museu de Guangdong apresentou a exposição Foco: Aclimatização Artística entre a China e o Ocidente nos Séculos XVIII e XIX, que reuniu importantes pinturas de exportação de diversas instituições culturais de Guangdong, Hong Kong e Macau numa compilação sistemática da integração da pintura, técnicas e materiais ocidentais na região do Delta do Rio das Pérolas. Com o apoio do Instituto Cultural do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, foram meticulosamente escolhidas seis obras raras de entre a colecção do MAM. Estas peças incluem obras do influente pintor ocidental George Chinnery, que teve um profundo impacto na região do Sul da China, assim como dos seus discípulos Marciano António Baptista, Lamqua e artistas do seu atelier.
Em 2024, para coincidir com o 250º aniversário do nascimento de Chinnery, o Instituto Cultural apresenta a exposição Foco no MAM. Baseada na anterior edição, a actual mostra inclui mais de 100 pinturas de Chinnery, que tinha uma relação íntima com Macau, assim como dos seus discípulos e pintores que influenciou profundamente. No total, mostram-se mais de 300 obras, que revelam exaustivamente o diálogo visual e a inter-relação entre os artistas chineses e ocidentais e sublinham o papel de Macau enquanto primeira porta para a colisão e integração das culturas chinesa e ocidental.
As pinturas de exportação são altamente realistas e servem de inestimável registo histórico, oferecendo preciosas referências para a investigação da história moderna de Cantão e do desenvolvimento da pintura chinesa e ocidental em finais da dinastia Qing. Estas pinturas mostram diversas paisagens e representações realistas que permitem aos visitantes vislumbrar as condições sociais e actividades comerciais em Cantão, Hong Kong e Macau, o que lhes empresta um enorme significado histórico e valor académico.
Em nome do Instituto Cultural do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, gostaria de manifestar a minha gratidão para com o Departamento de Cultura e Turismo da Província de Guangdong, Museu de Guangdong e Museu de Arte de Hong Kong do Departamento dos Serviços de Lazer e Cultura pelo seu imenso apoio. Espero que, assim, as instituições culturais de Guangdong, Hong Kong e Macau reforcem a sua colaboração implementando conjuntamente a estratégia de “Desenvolvimento Conjunto da Cultura na Área da Grande Baía” integrada no Plano de Desenvolvimento para a Área da Grande Baía de Guangdong – Hong Kong – Macau. Por outro lado, recorrendo plenamente à Aliança dos Museus da Área da Grande Baía Guangdong – Hong Kong – Macau como plataforma de intercâmbio, poderemos promover uma colaboração cultural em profundidade na Área da Grande Baía e lançar as bases de uma mais sólida fundação académica para a construção da Cultura na Grande Baía.
Deland, Leong Wai Man
Presidente do Instituto Cultural do Governo
da Região Administrativa Especial de Macau