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Desde o Retorno de Macau à Pátria, há 26 anos, o sector cultural tem vindo a florescer, em particular, através da colaboração entre o Museu de Arte de Macau e o Museu do Palácio, a qual se converteu numa força importante para impulsionar o intercâmbio cultural. Ao longo dos anos, temos colaborado na organização de uma série de fascinantes exposições de relíquias culturais, enriquecendo a vida dos residentes e visitantes de Macau e conquistando, ao mesmo tempo, um amplo reconhecimento. Estas exposições não só consagram o vasto património da civilização chinesa, como também sublinham o papel único de Macau como “Uma Base de Intercâmbio e Cooperação para a Promoção da Coexistência Multicultural, com Predominância da Cultura Chinesa”.
Este ano, continuaremos a alargar os nossos horizontes a nível de iniciativas colaborativas. Coincidindo com o 20.º aniversário do estabelecimento de uma parceria estratégica abrangente entre a China e Portugal, convidámos o Museu Nacional de Arte Antiga, a Fundação Oriente e a Biblioteca da Ajuda, em Portugal, para participar, juntamente com o Museu do Palácio, na organização de uma exposição dedicada ao tema ao qual remete o subtítulo: O Intercâmbio Cultural Sino-Português entre os Séculos XVI e XIX. A mostra apresenta uma selecção de 177 peças de grande requinte, incluindo cerâmica, seda, pintura e documentos, que retratam, de forma expressiva, o diálogo e a fusão das civilizações oriental e ocidental há mais de quatro séculos. Em exibição, estarão ainda várias colecções do Departamento do Património Cultural, do Museu de Arte de Macau e do Museu de Macau, sob a égide do Instituto Cultural. Esta exposição não só presta testemunho às explorações portuguesas no Oriente durante a Era dos Descobrimentos, como também proporciona um registo da prosperidade de Macau como eixo da “Rota Marítima da Seda” durante as dinastias Ming e Qing, evidenciando os contributos históricos da cidade para a ligação da China com o mundo.
A vitalidade cultural é potenciada pelo intercâmbio e pela apreciação mútua, um processo no qual os museus desempenham um papel vital. Esta exposição reúne relíquias culturais de valor inestimável da China e de Portugal, incluindo um “kendi em porcelana com decoração pintada a azul sob o vidrado em forma de fénix” da Era dos Descobrimentos, proveniente do Museu Nacional de Arte Antiga, e um “pote com tampa em porcelana azul e branca com padrão de brocado” do reinado do Imperador Yongle da dinastia Ming, proveniente do Museu do Palácio. Estes tesouros excepcionais e raramente vistos sublinham as fortes ligações culturais entre as nossas duas nações.
Gostaríamos de expressar a nossa sincera gratidão ao Museu do Palácio, bem como ao Museu Nacional de Arte Antiga, à Fundação Oriente, à Biblioteca de Ajuda, em Portugal, além da Fundação Macau, da Direcção dos Serviços de Turismo e do jornal Macao Daily News, pelo seu apoio, sem o qual este vibrante capítulo cultural não teria sido possível.
Por fim, convidamos o público a explorar a exposição e a deixar-se levar pela corrente de fusão cultural da China e de Portugal, reconhecendo a importante influência histórica de Macau. Empenhemo-nos juntos na missão de salvaguardar o nosso património cultural, de manter acesa a chama da civilização e de potenciar o intercâmbio multicultural, a fim de enriquecer a tapeçaria da civilização humana.
Deland, Leong Wai Man
Presidente do Instituto Cultural do Governo da Região Administrativa Especial de Macau